Muito além da recuperação de revestimento, o retrofit de fachada promove atualização arquitetônica e valorização da edificação e de seu entorno.

A ausência de manutenção preventiva e corretiva das fachadas de um imóvel pode virar uma enorme dor de cabeça para os condomínios. O código Civil Brasileiro atribui responsabilidade civil ao síndico quando as atribuições do cargo não são cumpridas adequadamente. Em caso de omissão de alguma manutenção que traz riscos ao condomínio e a terceiros, ele pode responder também criminalmente, pois sua prática pode ser entendida como criminosa ou contravenção.

De forma geral, as fachadas aparentes ou revestidas estão sujeitas à degradação, especialmente em função da exposição às intempéries, tais como: poluição, chuva, vento, sol excessivo, névoa salina e outros fatores climáticos. Em casos avançados ou pontuais, o descuido com a manutenção da fachada pode resultar no desplacamento do revestimento, com consequências imprevisíveis para a segurança de moradores e transeuntes.

Existem duas soluções mais comuns para esse tipo de questão, a revitalização ou o retrofit.

Revitalização: É uma técnica bastante simples, que consiste basicamente na verificação das condições de aderência dos revestimentos e a recomposição pontual da área que apresente problema, restabelecendo as condições de segurança. Cabe, no entanto, lembrar que, sem a adoção de um adequado sistema de proteção (recuperação estrutural, pintura, rejuntamento, hidrofugante e etc), os problemas voltarão a acontecer.

Retrofit: É uma intervenção muito mais ampla e indicada quando se pretende não só recompor o revestimento existente, mas também promover a atualização arquitetônica e a valorização da edificação, agregando valor ao imóvel e seu entorno.

É importante destacar que a infraestrutura para viabilização do acesso à fachada muitas vezes representa valor expressivo do orçamento. Logo, deve-se sempre considerar a possibilidade de se fazer um retrofit antes de decidir pela simples revitalização.

Segundo Marcus Dantas, diretor da Retrofit Engenharia, o retrofit de fachada serve para modernizar a edificação, tornando-a mais atualizada, adequada e compatível com o perfil do bairro onde se encontra; e pode ir além, com a incorporação de elementos de arquitetura sustentável e que gerem ganhos vinculados à eficiência energética. “Para tanto, é importante entender que cada real investido se reverterá na evidente valorização do imóvel e na redução dos custos de operação e manutenção”, explica.

 

Case Shopping Cidade Ipanema

Dos projetos recentes neste segmento, Marcus destaca o realizado na fachada do Shopping Cidade Ipanema, complexo comercial com 12 andares, 73 lojas e 123 salas na Visconde de Pirajá, coração de Ipanema, na cidade do Rio de Janeiro.

“O edifício da década de 80 tinha problemas de corrosão de armaduras, desgaste em revestimentos permeáveis com risco de queda e caixas de ar condicionado em fibra de vidro ressecadas. A Retrofit promoveu a recuperação estrutural da estrutura, além de substituir integralmente os revestimentos de baixa qualidade e as antigas caixas de ar condicionado. As cores originais foram modificadas completando a atualização estética da fachada e alinhando o imóvel às novas tendências de arquitetura,” comenta Marcus.

Veja o antes e depois da fachada do Shopping Cidade Ipanema:

 

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